Neste artigo, você confere:
Neste Artigo, Você Confere
A Evolução do Marketing
O Dna Empreendedor de Toguro
A Estratégia do 'Sabor Energético' e a Economia de R$ 30 Milhões
Executivos Vs Empreendedores
Mansão Maromba
#Neste Artigo, Você Confere
Neste texto analisamos como a Mansão Maromba evoluiu de um projeto de conteúdo periférico para um ecossistema capaz de disputar atenção com veículos tradicionais. A reportagem reúne lições sobre comunicação de influência, operação logística inspirada no FIFO, estratégias de lançamento de bebidas RTD e a parceria com a farmacêutica Cimed. Para complementar a leitura, há referência ao vídeo original disponível em https://www.youtube.com/watch?v=IAMvFJ2wzjo.
Apontamos elementos técnicos — como a distinção entre mercadologia e comunicação — e práticos — como a importância da distribuição ponderada, recompra e testes em grandes eventos. A narrativa foca em como um influenciador transformou capital social em vantagem competitiva e nas implicações dessa aproximação para o mercado de bebidas e para marcas que buscam escala sem depender exclusivamente de mídia paga.
Diferença entre marketing (mercadologia) e comunicação de influência
Experiência logística de Toguro como base do modelo de negócio
O caso 'Sabor Energético' e a economia de R$ 30 milhões em mídia
#A Evolução do Marketing: Mercadologia e Comunicação de Influência
A compreensão técnica do marketing como mercadologia remete aos 4 Ps clássicos: produto, preço, praça e promoção. Nesse quadro, a comunicação ocupa o papel de aceleração — é uma alavanca do P de promoção, mas não o substituto da estratégia de produto ou da escolha de canais de distribuição. Felipe Hatab, com experiência em grandes empresas, reforça que a promoção precisa partir de um modelo de negócio previamente adequado ao mercado endereçável.
Ao mesmo tempo, a comunicação digital moderna se apoia em práticas que muitas vezes não são ensinadas em cursos tradicionais. A chamada 'faculdade da vida' forma operadores com sensibilidade para algoritmos e retenção de audiência. A Mansão Maromba exemplifica essa transição: a execução empírica e a autenticidade superam, em muitos casos, o know-how formal de agências, sem dispensar análise de dados e planejamento estratégico. Essa combinação entre rigor mercadológico e comunicação autêntica explica por que marcas que acoplam comunidades fortes a produtos bem desenhados conseguem reduzir drasticamente o custo de entrada no mercado. A habilidade de transformar engajamento em demanda é o diferencial que torna viável competir com players muito maiores em setores como o de bebidas.
Ninguém é formado em marketing... Comunicação no Brasil é uma graduação, mas o que mudou no mundo nos últimos tempos foi o lado de comunicação. Os melhores comunicadores hoje não são formados em absolutamente nada, são formados na faculdade da vida que entende muito de redes sociais. — Felipe Hatab.
Mercadologia: estrutura do negócio antes da promoção
Comunicação de influência: acelerador de adoção cultural
Importância do equilíbrio entre dados e autenticidade
#O Dna Empreendedor de Toguro: do Modelo Fifo àS Comunidades Digitais
A trajetória de Toguro começa na distribuição com seu pai, operando sob o princípio FIFO (First In, First Out). Trabalhar com produtos próximos ao vencimento ensinou-lhe a gerir giro de estoque, negociar margens apertadas e responder rapidamente a erros de previsão. Essa vivência prática funcionou como um 'Street MBA' que moldou sua percepção de risco e velocidade do capital — competências críticas para quem decide lançar produtos físicos a partir de uma plataforma digital.
Ao migrar para o digital, Toguro aplicou as regras do varejo ao conteúdo: o daily vlog criou um ativo de mídia proprietário e o público passou a ser uma comunidade com comportamento previsível. A produção constante, o registro íntimo da rotina e a exposição sistemática transformaram seguidores em consumidores potenciais, diminuindo a distância entre intenção e compra. Social selling deixou de ser teoria: virou operação.
A Mansão Maromba é a cristalização desse processo. A gestão da produção de conteúdo em escala, a renovação constante do elenco e a sensibilidade para o consumo periférico são reflexos diretos da experiência logística inicial. Sem esse repertório prático, seria mais difícil validar sabores, formatos de embalagem e canais de venda com a agilidade que o mercado exige.
Experiência logística como vantagem estratégica
Daily vlog e formação de comunidade como ativo proprietário
Aplicação prática do giro de estoque ao mercado físico
#A Estratégia do 'Sabor Energético' e a Economia de R$ 30 Milhões
O lançamento do 'Sabor Energético' ilustra o impacto da comunicação orgânica sobre o CAC (Custo de Aquisição de Cliente). Em vez de depender de campanhas massivas, a Mansão Maromba aproveitou um gesto e um bordão que viralizaram, gerando alcance e conversão que, em teoria, custariam dezenas de milhões em mídia paga. Hatab estima essa economia em pelo menos R$ 30 milhões — um valor que traduz a diferença entre visibilidade comprada e discussão cultural espontânea.
O produto em si foi desenhado para dialogar com preferências da Geração Z: embalagem prática, sem cafeína ou taurina, foco no sabor. Essa decisão estratégica reduz barreiras de consumo e amplia ocasiões de uso. Além disso, ter mídia própria permitiu testar aceitação imediatamente, acelerar produção e ajustar posicionamento sem o ciclo lento de aprovação típico de multinacionais. Para marcas tradicionais, replicar esse feito exigiria reconstruir capital social e aprender a operar com agilidade. A vantagem da Mansão Maromba é dupla: capital cultural consolidado e infraestrutura de comunicação capaz de transformar memes em demanda real.
Viral orgânico substitui parte do investimento em mídia paga
Produto posicionado para preferência de sabor da Geração Z
Mídia própria como mecanismo de validação e escala
#Executivos Vs Empreendedores: Cultura do Risco e Execução de Negócios
A tensão entre o executivo corporativo e o empreendedor aparece com frequência nas decisões de inovação. Executivos, muitas vezes, operam sob lógica de mitigação de risco, processos e apresentações — o que leva à lentidão em validar sabores e formatos no varejo. Empreendedores, por outro lado, tomam decisões com capital próprio, enfrentam carga tributária e burocracia e assumem os erros como custo de aprendizado.
Para Toguro e sua operação, o erro é uma etapa do processo; para corporações, pode ser motivo de represália. Essa diferença cultural impacta diretamente a velocidade de lançamento e a capacidade de ocupar nichos. A Mansão Maromba aproveita essa agilidade para testar hipóteses em tempo real e capturar oportunidades que empresas maiores evitam por receio de falha. Na prática, a execução rápida e a tolerância ao risco permitem que iniciativas periféricas ganhem espaço no mercado, movendo consumo e renda. Hatab sintetiza essa visão ao observar que o empreendedor está na linha de frente, assumindo riscos que geram impacto econômico real.
O executivo só está lutando para ser promovido... Ele não está lutando para entregar resultado para dentro da empresa. Empreendedor está movendo o país, tomando risco real, tomando imposto na cabeça. — Felipe Hatab.
Velocidade de execução como vantagem competitiva
Erro como aprendizado versus aversão ao risco corporativo
Impacto econômico do empreendedorismo de base
#Mansão Maromba: Hub de Conteúdo que Substitui Entretenimento Tradicional
Com formato semelhante a um reality contínuo, a Mansão Maromba assumiu papéis que antes pertenciam a programas de auditório e à TV aberta: voyeurismo cotidiano, personagens identificáveis e renovação de elenco. Ao operar como plataforma de lançamento, a casa ampliou o alcance de artistas, atletas e influenciadores, retroalimentando sua própria audiência. A sustentabilidade desse formato exige rendimento constante: interrupções prolongadas na produção fazem o algoritmo penalizar o alcance e corroem capital social. Toguro administra essa pressão com modelos de produção industrializados e estratégias de diversificação de rostos e narrativas, garantindo que o ecossistema continue relevante mesmo quando indivíduos perdem fôlego. O resultado é uma produtora multiplataforma, capaz de converter atenção em oportunidades de monetização direta e indireta — desde vendas de produtos até parcerias estratégicas com grandes marcas que desejam se aproximar do público jovem e periférico.
Formato de conteúdo contínuo como substituição da TV tradicional
Renovação de elenco para evitar saturação
Conversão de audiência em oportunidades comerciais
#Sinergia Estratégica: a Parceria entre Toguro e Cimed
A nomeação de Toguro como Head de Comunicação na Cimed marca um movimento de aproximação entre indústria e economia dos criadores. A meta é humanizar a marca, aproximá-la do cotidiano do público e criar 'ocasiões de consumo' coerentes com o conteúdo produzido pela Mansão Maromba. A combinação junta capilaridade industrial e conexão cultural.
Hatab critica patrocínios de vaidade que não dialogam com a ocasião de consumo do público. No caso Cimed–Mansão, a lógica é inversa: levar vitaminas, isotônicos e itens de higiene para pontos onde a audiência já consome conteúdo de fitness e estilo de vida. Essa sinergia aumenta a eficiência de conversão e reduz desperdício de verba em ativações desalinhadas. A parceria abre caminhos para linhas de produtos co-criadas e para reforçar a presença nas farmácias e drogarias, onde a Cimed já possui distribuição consolidada. É o encontro entre infraestrutura industrial e capacidade de gerar desejo cultural de forma orgânica.
Patrocínio se faz sobre ocasião de consumo. A Chevrolet patrocina o Lolla com um Ônix, mas ninguém anda de Ônix lá dentro. A Budweiser patrocinar é ocasião de consumo. — Felipe Hatab.
Humanização de marca por meio do conteúdo autêntico
Ativações alinhadas à ocasião de consumo
Acesso à distribuição farmacêutica da Cimed
#O Mercado de Bebidas Rtd e o Case Balena: Sabor, Marca e Escala
O segmento RTD (Ready to Drink) representa uma fronteira de crescimento orientada por preferências da Geração Z, que consome menos álcool puro e prioriza bebidas doces, visualmente atraentes e fáceis de consumir. O case Balena ilustra essa dinâmica: com investimento inicial modesto, a marca alcançou faturamento expressivo ao se conectar com cenas musicais e estéticas claras, transformando cor e embalagem em símbolos de desejo. O sucesso, porém, exige domínio logístico e proteção de margem. Frete pesado, tributação e riscos de crise de imagem demandam uma estrutura financeira robusta e estratégias de proteção, como diferenciação de embalagem e controle de pontos de venda. Parcerias industriais ou saídas estratégicas são, muitas vezes, necessárias para alcançar escala nacional. Para marcas nascidas do humor e do meme, o teste decisivo é a recompra e o desempenho em grandes eventos sazonais, como o Carnaval. A distribuição ponderada — priorizando supermercados e casas noturnas de alto giro — e uma CMV saudável são requisitos para transformar um fenômeno temporário em marca duradoura.
Preferência da Geração Z por sabores e apelo visual
Importância de logística, tributação e parceria industrial
Métrica-chave: recompra acima de 50% e CMV controlado
#Assista ao vídeo original